Material didático da AMB sobre cidadania está a disposição dos tribunais

Material didático da AMB sobre cidadania está a disposição dos tribunais

14/09/2011 - 00h00

Por meio de parceria firmada entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), as cartilhas e a metodologia do programa “Cidadania e Justiça também se aprendem na escola”, da AMB, poderão ser utilizadas pelos tribunais de todo país para divulgar as funções dos órgãos do Judiciário entre estudantes e professores. A parceria permite tanto a reprodução do material pelos tribunais como também a entrega de cartilhas impressas, caso a entidade tenha quantidade disponível dos exemplares a serem solicitados.

Para o juiz Antônio Carlos Alves Braga Junior, assessor da Presidência do CNJ, a iniciativa deve colaborar para que os tribunais cumpram a Meta 4 de 2011, que consiste em implantar, ao menos, um programa de esclarecimento ao público sobre as funções, atividades e órgãos do Judiciário. “Nada melhor do que partirmos de uma metodologia bem sucedida aplicada na escola, um local para a formação de cidadãos, para ajudar os tribunais a cumprirem a meta 4. Temos que considerar ainda o poder multiplicador que as crianças tem entre suas famílias”, explicou.

O kit é composto por duas cartilhas ilustradas na forma de história em quadrinhos (uma sobre justiça e outra com o tema cidadania), um manual para orientar o professor e um hot site com atividades para crianças (quadrinhos, animações e jogos) e orientações ao magistério. Todo o material está disponível para download no portal da AMB.

Segundo o diretor presidente da Escola Nacional da Magistratura da AMB e coordenador do programa "Justiça se Aprende na Escola", juiz Roberto Portugal Barcellar, acredita que a parceria vai ajudar no cumprimento da Meta 4. “O trabalho conjunto entre AMB e o CNJ destinado às crianças e jovens do Brasil é semente em terra fértil que despertará cidadania e colherá civilidade, além de estimular a responsabilidade social do juiz e fazê-lo mais próximo da sociedade. Agora sim acho que ninguém mais segura a meta 4”, avaliou

Justiça e Cidadania - Com linguagem simples e didática, as cartilhas contam as historinhas do personagem Brasilzinho e de sua turma e oferecem atividades para reforçar o conteúdo de forma lúdica como palavras-cruzadas, caça-palavras e outros jogos.

O exemplar sobre cidadania aborda os direitos constitucionais, as eleições e a divisão entre os Poderes, bem como a importância da convivência e da participação social e a organização social e política, entre outros assuntos. Já na edição dedicada à Justiça, o estudante encontrará informações sobre a divisão do Judiciário e as respectivas atribuições, o trabalho dos magistrados, a relação entre a Justiça e a polícia, os meios de acessar o Judiciário, o papel do promotor, os direitos e deveres dos cidadãos,

Também foram produzidas seis vinhetas, em parceria com o projeto Amigos da Escola da Rede Globo de Televisão que ajudam a desmistificar a figura do juiz e traduzir para a população o funcionamento do Poder Judiciário e suas relações com o Executivo e Legislativo.

Resultados - Desenvolvido como um programa da AMB desde 1993, o “Cidadania e Justiça também se aprendem na escola” já beneficiou 13 milhões de estudantes em 19 estados. Todo o material e a metodologia desenvolvida pelo programa foram submetidos e tiveram o aval do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Ministério da Justiça.


Patrícia Costa
Foto/Fonte: Agência CNJ de Notícias

Notícias

TJ/PR decide que é possível devolver veículo adquirido por leasing

TJ/PR decide que é possível devolver veículo adquirido por leasing mesmo antes do final do contrato Para TJ/PR, agravante que "adquiriu" um veículo financiado mediante contrato de leasing, agora impossibilitado de pagar as prestações que estão por vencer, poderá devolvê-lo à financiadora (Banco...

Pagando a humilhação com a mesma moeda

Pagando a humilhação com a mesma moeda (15.04.11) O vendedor de peças de automóveis José Luís Pereira da Silva vai a uma agência bancária em São Paulo descontar um cheque de R$ 4 mil que havia recebido de um tio. O caixa e o gerente dizem que a assinatura não confere. O vendedor chama o emitente...

Som e imagem

  Hotéis e motéis não devem pagar por direitos autorais Por Everton José Rêgo Pacheco de Andrade   Por ser o direito autoral um conjunto de privilégios conferidos por lei a pessoa física ou jurídica criadora de obra intelectual, a utilização ou exploração de obras artísticas, literárias...

Só para maiores

  Juizados não podem julgar dano por cigarro Por Gabriela Rocha   Os Juizados Especiais não são competentes para julgar ações de indenização contra fabricantes de cigarro por danos causados pelo consumo do produto. Esse foi o entendimento adotado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal...